segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"I thought it less like a lake and more like a moat.
The rhythm of my footsteps crossing flood lands to your door have been silenced forever more.
The distance is quite simply much too far for me to row
It seems farther than ever before
Oh no."

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"Esses dias eu ouvi essa música no carro do meu pai e me senti mal por ter deixado nossa amizade passar assim, como se fosse uma coisa insignificante.
Sempre tive muita certeza de que você na minha vida seria uma presença "pra sempre". E me decepcionei muito por ver que naturalmente fomos nos afastando sem nenhum lutar pelo outro.. simplesmente acabou.

Eu podia ter feito alguma coisa pra evitar que nós tivéssemos nos distanciado. você também podia. mas não fizemos. e, nhê, é paia ver o quanto minha vidao mudou e que eu não tenho mais o meu melhor amigo pra compartilhar todas essas mudanças comigo. E é paia demais também quando algúém me conta um caso seu e eu primeiro não reconhecço meu ex-amigo nessas histórias.
Eu sempre soube que você era assim, Harry. Assim, bem do jeito que você é. Mas me iludi bastante achando que eu poderia te mudar do mesmo jeito que você me mudou. 
Não sei por que to falando isso. só deu vontade. e, por tudo o que nós já tivemos juntos, me senti livre pra poder te escrever todas essas coisas sem sentido. 

sei lá, f.

ô, Garry, obrigada por ter sido meu melhor amigo por tantos anos. eu sempre senti um carinho muito sincero por você. acho que as circunstâcias da vida nos afastaram e eu acho isso tudo uma pena, mas também não quero forçar nenhuma reaproximação forçada ou anti-natural. 

desculpa se eu te tradei de algum jeito esquisito nas últimas vezes que nos vimos ou falamos. não sabia como lidar com vcê na posição de um conhecido qualquer e nem consegui fingir que achava normal o nosso afastamento. 
hoje, eu vejo que é normal. triste, mas normal. 
não significa que a minha amizade com o fulano ou com a ciclana seja mais verdadeira, ela só e mais forte do que a nossa foi. 

se algum dia precisar de mim, pode ter certeza de que nunca vou te virar as cosastas. ainda sou muito fiel ao relacionamento que construímos. 

eu te amei de verdade, seu cão do inferno. 

tomara que as nossas vidas possam se encontrar de novo um dia pra eu poder sentir todas as coisas bnitas que eu senti por você de novo. 

beijo. "




Achei esse trecho hoje perdido em meio as teias de aranha e poeira. Meu coração doeu e eu fui obrigado a olhá-lo. Se encontrava na mesma situação. Teias de aranha e poeira. Muita poeira. Há tempos que não ouço nootícias de quem escreveu esse desabafo. Há tempos que não a vejo, que não sei se continua viva ou algo do gênero. Era minha melhor amiga. O pouco que ouvi, e isso já faz algum tempo, me deixou feliz. Feliz por ver que escolheu um caminho diferente do meu. Engraçado como as pessoas prezam seus futuros e sua integridade. Eu não. Eu fui pro "lado feio" da vida. Optei por queimar tudo aquilo que fazia parte de mim. Esperava que depois que tudo queimasse eu pudesse fazer minha vida crescer novamente. Um novo começo. Uma fenix. Lá na frente eu descobri que o ser humano ainda não possui esse poder. Vi que ao pó o homem torna. E houve pó. Oh! E como!
O estranho desse caso hoje, é ver que eu, depois de tudo, ainda tentei me erguer "razoavelmente", mais do que era suposto se esperar.

Minha querida ex-amiga partiu em um momento de perdas constantes. Eu não consegui e nem sabia como lidar com isso. Perdas diárias tomavam conta e não evitei cair em desespero. No fim eu o abracei e aceitei ir até onde ele quisesse me levar. E assim foi. As duas pessoas mais importantes que perdi tinham o mesmo nome. Motivo de confusão com quem vinha falar comigo e tocava nesse nome maldito. Engraçado como as pessoas confundem, ou confundem intencionalmente pra machucar. Hoje podem confundir a vontade. O nome não foi esquecido, nem será. Mas... Ah! Foda-se.

Esse trecho acompanhava uma música. Então mando-o de volta com uma música que a querida ex-amiga mostrou.

the day the whole world went away.
https://www.youtube.com/watch?v=y7fsHtkNU7w&feature=related

domingo, 16 de setembro de 2012

sem data

"É estranho como esses atos sempre culminam em náusea extrema, por mais que tente pensar em outra coisa, ou em outra pessoa. Esse é o problema do ato sexual em momentos de descaso consigo mesmo. Essas distrações que acabam vindo involuntariamente causam mais mal do que deveriam, e quando se é obrigado a dar desculpa mais vil possível, vai tudo pra merda. Aquilo que era uma fantasia pra outra pessoa se transforma num furacão de ressentimento, o qual não se livrará jamais."

domingo, 16 de outubro de 2011

o monstro não deixou de soluçar
que os ignorantes se enganem
com esse falso desejar
solidão! não me faça de tolo
não agora.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Hissing from the road
The smell of rain in the air con
Maybe check the news
Or just put a tape on

Lighting up a smoke
I've got this feeling inside me
Don't feel too good

If I close my eyes
And fell asleep in this layby
Would it all subside
The fever pushing the day by

Motor window wind
I could do with some fresh air
Can't breathe too well

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sinto muita coisa agora. Sentimentos que ficaram adormecidos até o momento oportuno  para se libertarem da prisão, a qual eu os submetia. Chove agora. Chovem lágrimas de meus olhos, essa sesação de abandono a qual sempre me entreguei e que me entrego de bom grado, pois assim  sinto-me vivo e menos só. Essa chuva que molha o asfalto, molha meu coração... molha de uma forma que  afogo dentro desse poço de arrependimentos. Não estou reclamando e nem quero fazer isso. Quero sentir-me livre e leve, mas é impossível nesse mundo de injustiças e desamparo... queria dar um sentido para tudo isso. Para tudo que me rodeia. Ninguém nunca sabe Ninguém nuca vê. Até que carregue por conta própria aquele fardo que o arrasta para baixo, como uma pedra. Todos entregam-se e eu não tenho vergonha disso.  Queria que essa chuva lavasse meu corpo e que eu sentisse toda a mácula que teima em se pregar ir embora. Carrego ressentimentos, mágoas que não me trazem nada, a não ser cansaço, impedindo que eu siga em frente com meus frágeis planos de achar um rumo seguro e consistente.Já não sei sentir aquilo que  passou, não consigo formular uma frase que dê vazão ao que sinto.Uma grande barreira se rompeu e eu vou junto com a corrente, até o oceano infinito de reflexão e persistência, até que tudo se torne claro. Navegarei por águas desconhecidas, até conseguir atracar onde meu coração sinta-se tranquilo. Naveguemos assim,  pela imensidão da incompreensão do que somos.
Continua chovendo lá fora e cada pingo alivia. Somos tudo aquilo existe, ao nosso alcance e aquilo que nunca conseguiremos compreender. Somos todo vazio e solidão, porém pouca gente percebe a exetensão do que é ser e existir nesse mundo de sujeira.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

As vezes sou inundado pelas lembranças dos sonhos que me visitaram durante meu descanso. É algo estranho, pois tais lembranças chegam da forma mais inesperada e assim vou me lembrando pouco a pouco daquilo que vi, antes de as mesmas lembranças cairem no vazio do esquecimento. Sempre quis guardá-los de alguma forma e penso que isso nunca será possível, porém, não sei de que adiantaria. Não sei se eles poderiam ser usuados como experiências ou como um alerta daquilo que as profundezas do oceano que existe em mim deseja. A única certeza é que quando me pego pensando em meus sonhos, é que  uma tristeza doce desaba como as ondas de um mar agitado e  acho que é nessa hora que tudo se esvai para poupar o sofrimento quando os desejos mais profundos se rebelam tentando ganhar vida.